Brasil aplica, pela 1ª vez, dose de vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 com produção 100% nacional

O Brasil começou a aplicar nesta terça-feira (22) a vacina contra a Covid-19 totalmente produzida em território nacional, após a transferência de tecnologia da farmacêutica AstraZeneca para a Fiocruz.

O ato simbólico foi realizado durante uma cerimônia do Ministério da Saúde em Brasília na tarde de hoje, mais de 4 meses depois da previsão de entrega das primeiras doses da vacina (entenda mais sobre o histórico de aprovação abaixo).

Os primeiros brasileiros receberam a dose da vacina pelo ministro Marcelo Queiroga. O registro do insumo foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 7 de fevereiro.

De acordo com a Fiocruz, até o momento, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) tem o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade.

“A adesão à vacinação foi um elemento central ao enfretamento da pandemia de Covid-19 no país”, disse Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz. “A produção da vacina 100% nacional não seria possível sem o engajamento da sociedade”.

Histórico da aprovação
Para aprovar o registro do insumo, a Anvisa avaliou estudos de comparabilidade – que demonstraram que o ingrediente fabricado no país teve o mesmo desempenho do importado.

A agência regulatória emitiu em abril de 2021 a certificação de boas práticas de fabricação do novo insumo – o que significou, na prática, que a linha de produção cumpria com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

O acordo de transferência de tecnologia com a Fiocruz foi formalizado em junho de 2021. Em julho, o vice-presidente de produção da Fiocruz, Marco Krieger, disse que a fundação iria entregar mais de 160 milhões de doses da AstraZeneca até o final de 2021, com um mix de IFA produzido fora e no Brasil.

Na época, Krieger também havia declarado que a Fiocruz esperava produzir 180 milhões de doses 100% produzidas no Brasil em 2022.

Desde então, a Fiocruz vinha realizando a produção de lotes de teste para obter a autorização de uso do IFA nacional.
O registro do insumo só foi aprovado pela Anvisa no último dia 7 de fevereiro.

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