Adoções crescem 38% no Rio Grande do Norte em comparação com 2020


O número de adoções de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte cresceu 38,4% entre os meses de janeiro e julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados são da Coordenadoria da Infância e Juventude do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte (CEIJ/RN), baseados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e foram divulgados nesta terça-feira (27).

Segundo o sistema, foram concluídas 18 adoções no estado neste período de sete meses - uma média de 2,57 a cada 30 dias. Em 2020, foram 13 - 1,85 mensal.

Para o o juiz coordenador da Infância e Juventude do TJRN, José Dantas de Paiva, campanhas sobre o tema tem ajudado esse número a subir.

“Este é um trabalho que envolve todos os segmentos sociais, sociedade civil organizada, poder público e outros, com o mesmo objetivo. Além da criação de programas específicos como, por exemplo, o Atitude Legal e outros similares, sem esquecer do olhar mais consciente da sociedade”, explicou. 

No ano passado, até julho, os 13 processos foram em Natal, Macau e Currais Novos.  

A adoção de crianças ou adolescentes com idades entre 7 e 16 anos é uma faixa etária que desperta menos interesse dos futuros pais, segundo dados do Sistema Nacional de Adoção. Paulatinamente, essa realidade tem mudado.

Em 2020, 38,46% das adoções envolveram crianças de até 1 ano de idade até julho. De 1 até 3 anos, o índice registrado é de 23,08%. Acima dos 3 anos, o percentual é igual ao de crianças de até 1 ano.

No ano de 2021, as porcentagens são de 44,44%, 11,12% e 44,44%, respectivamente. 

De 2019 para 2020 as adoções no estado aumentaram 15%, de 27 para 31 crianças e adolescentes. O dado é considerado expressivo porque durante boa parte de 2020, a sociedade enfrentou meses marcados pela pandemia da Covid, período notoriamente marcado por dificuldades de renda para boa parte das famílias, além das restrições recomendadas por instituições científicas ligadas à área da saúde. 

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