Mais de 27% da população do RN vive em domicílios com três pessoas


Por Fabiano Souza/Repórter do JORNAL DE FATO

A maior parcela da população do Rio Grande do Norte vive em domicílios com três pessoas, 27,2% da população, o que representa 953 mil potiguares. Os números proporcionais são semelhantes aos da população do Nordeste (26,4%) e do Brasil (27%).

Os dados são baseados em levantamento de 2019 e fazem parte do estudo “Indicadores Sociais de Moradia no Contexto de Pré-pandemia de Covid-19”, divulgado nesta quarta-feira (23) pelo IBGE. A publicação traz um retrato dos lares brasileiros às vésperas da atual pandemia. Ela revela aspectos importantes para prevenção da doença, como o acesso à água e o adensamento domiciliar (número de moradores de uma casa), fundamentais para análise dos impactos da pandemia e para a adoção de medidas por parte do poder público.

Além dos 953 mil que vivem em lares com três pessoas, também há um grupo de 382 mil pessoas que vive em casas com seis pessoas ou mais moradores. Eles correspondem a 10,9% dos norte-rio-grandenses. O Nordeste (11,9%) está no mesmo nível. No Brasil (9,8%), o resultado também é próximo ao do estado potiguar.

Com relação à moradia, ter apenas um quarto com banheiro para morar é a realidade de cerca de 45 mil potiguares que estão abaixo da linha da pobreza. Esse número corresponde a 3,4% das pessoas em situação de pobreza no estado em 2019.

A proporção da população potiguar submetida a essa condição de moradia está no mesmo patamar da média do Nordeste (3,6%) e abaixo da média nacional (5,7%). A região Norte (15,2%) tem a maior proporção de habitantes nessas condições de todo o Brasil. Os dados desta análise excluem pessoas que moram em pensão, empregados domésticos ou parentes de empregados domésticos.

O estudo mostra, ainda, que a maior parte da população abaixo da linha da pobreza mora em casas com quatro moradores. No estado norte-rio-grandense, 394 mil pessoas dividem o domicílio com outras três pessoas. Isso equivale a 29,7% da população pobre do estado, proporção semelhante à do Brasil (27,4%) e do Nordeste (27,5%) nesta situação de moradia.

Para o estudo, foi considerada abaixo da linha da pobreza a população que tinha rendimento domiciliar por pessoa de até R$ 436 mensais em 2019.

 

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