Em Oiticica, Bolsonaro libera verbas para conclusão de barragem e volta a falar em voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro participou no início da tarde desta quinta-feira (24) de uma cerimônia para liberação de recursos para a conclusão das obras na Barragem de Oiticica. O presidente liberou R$ 38,2 milhões para a execução do serviço e voltou a falar do voto impresso nas eleições.

Atualmente, a barragem, que vai receber as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, está com mais de 90% de execução e deve estar concluída até dezembro de 2021.

A barragem vai garantir segurança hídrica a cerca de 330 mil pessoas nos municípios potiguares de São José do Seridó e Caicó, além do Vale do Açu e da região central do estado. O investimento total na obra é de R$ 657,2 milhões, sendo que R$ 638,2 milhões são da União e R$ 19 milhões são de contrapartida do governo do estado.

“Essa obra não tem preço. Não são R$ 200 milhões, R$ 300 milhões. Isso vale vidas, isso vale o futuro de uma geração. Isso vale fazer os nossos filhos melhores do que nós. Tenho certeza que voltarei mais vezes”, afirmou Bolsonaro.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, destacou o longo tempo de espera pela barragem de Oiticica, cujo projeto foi pensado ainda na década de 50. “Essa obra vai mudar a vida desse povo que espera a barragem desde 1952”, reafirmando o período em que a construção foi iniciada.

Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, também reforçou a importância da obra para a segurança hídrica da região. “O estado do Rio Grande do Norte passa a ter um pulmão para oxigenar a região e as cidades que sofrem com o fornecimento de água, que não têm condições de atrair indústrias para a região, que não conseguem melhorar o comércio, porque água é vida, gera empregos, a água é a espinha dorsal”, pontuou.

Na sua fala, Bolsonaro ainda voltou a defender o voto impresso. Ele afirmou que acredita que a modalidade de voto será adotada já a partir de 2022. 

“Se for promulgada a PEC nós teremos voto impresso ano que vem. Como eu e o parlamento brasileiro encarnamos a vontade popular, essa vontade será feita no ano que vem. Sempre ouvi que a democracia não tem preço. Temos recursos para comprar as urnas com suas devidas impressoras. O que a gente quer que o povo após votar tenha certeza que vai para aquele candidato”, afirmou. 

Durante seu discurso, Bolsonaro criticou as denúncias de que seu governo teria cometido irregularidades para a contratação de 20 milhões de doses da vacina Covaxin. O imunizante contra a covid-19 é produzido pela farmacêutica indiana Bharat Biotech, representada no Brasil pela Precisa Medicamentos.

“O governo está completando 2 anos e meio sem uma acusação sequer de corrupção. Não adianta inventar vacina porque não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na ordem do dia da imprensa ontem. Temos o compromisso de, se algo tiver errado, apurar. Mas, até o momento, não temos um só ato de corrupção”, discursou o presidente.

Após o evento em Jucurutu, o presidente e sua comitiva seguiram para Pau dos Ferros. No Alto Oeste Potiguar, Bolsonaro assina ordem de serviço do ramal Apodi.

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