Dentista de Parnamirim toma vacina de Oxford, mas recebe Coronavac na segunda dose


Após o caso da profissional de saúde que recebeu a segunda dose trocada da vacina contra a Covid-19 na última terça-feira 16, a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quarta-feira 17 que foi notificada de um segundo caso de “vacinas trocadas” em Parnamirim, na Grande Natal. Ao Agora RN, a Secretaria de Saúde de Parnamirim explicou que uma dentista do município tomou a primeira dose da vacina de Oxford no dia 29 de janeiro, mas recebeu um comprovante da Coronavac para anexar ao cartão de vacina e não verificou o erro no momento. Durante o feriado de carnaval, a profissional se dirigiu até um dos pontos de vacinação, em Natal, com o comprovante e recebeu a segunda dose da Coronavac, por equívoco, em menos de 20 dias de janela de tempo entre a primeira dose da vacina de Oxford. À reportagem, a pasta de Parnamirim informou que a paciente só percebeu a diferença depois que recebeu a dose da Coronavac, desconfiou e foi à uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação. Ela, então, foi informada que a primeira dose era realmente a de Oxford. Agora, a dentista segue em observação. A orientação da secretaria de Parnamirim é que as pessoas confiram quais as doses estão recebendo no cartão de vacina virtual e no comprovante. A pasta acrescentou que em 29 de janeiro aplicou a primeira dose do imunizante de Oxford em 69 pessoas, mas que todas receberam o comprovante correto. Por isso, investiga como a profissional recebeu o comprovante trocado da Coronavac. De acordo com a Sesap, a orientação da Câmara Técnica do Plano Nacional de Imunização (PNI) é que, nestes casos, deve-se considerar a pessoa como “vacinada”, apesar do esquema. A Câmara Técnica também sugeriu não administrar uma terceira dose de qualquer que seja a vacina e que os Municípios devem registrar como erro de vacinação e acompanhar a pessoa mais de perto, para monitoramento de possível reação adversa. A Sesap confirmou que, até o momento, há dois casos de pessoas que tomaram a segunda dose da vacina contra Covid-19 diferente da primeira em todo o Rio Grande do Norte. Neste contexto, as informações são registradas pelas Secretarias de Vigilância Sanitária de cada município e repassadas ao Estado. A Sesap também alertou que os profissionais que aplicam os imunizantes precisam ler as notas técnicas sobre as informações que devem constar nos cartões de vacina, como laboratório e lote, o que diminui a chance de erros de um fabricante para outro. Reforçou ainda que o RN + Vacina é uma ferramenta online que garante todas as informações de esquema vacinal, e deve sim ser utilizado como fonte de informação sobre imunizantes e intervalos entre as duas doses. Primeiro caso de “vacinas trocadas” foi de fisioterapeuta da capital potiguar Em Natal, uma profissional de saúde tomou duas doses de vacina contra Covid-19 de fabricantes diferentes. A fisioterapeuta Solimar Palagar tomou a primeira dose (da vacina de Oxford) em janeiro, mas não foi especificado no cartão de vacina qual imunizante estava recebendo, por isso, acreditou ser a da Coronavac. A segunda dose, aplicada na terça-feira 16, foi da Coronavac. A Secretaria Municipal de Saúde da capital potiguar reconheceu o erro. Por meio de nota, a pasta informou ao Agora RN que a profissional está em monitoramento remoto e notificada para acompanhamento de possível evento adverso. De acordo com o processo de observação, será definido se ela vai tomar a segunda dose da vacina de Oxford no tempo certo conforme bula do medicamento. “Esse foi o primeiro caso, isolado, onde pode ter havido falha no processo, uma vez que a paciente não fez o autocadastro e o nome estava ilegível no documento, sendo cadastrada posteriormente apenas com CPF”, diz a nota oficial. Perdas de doses das vacinas no estado A Sesap estima que até 5% dos frascos de vacina contra a Covid-19 se percam durante a campanha estadual de vacinação. A reserva técnica serve para casos de quebra de frascos no transporte ou qualquer outro dano que possa ocorrer com a vacina. O valor é estabelecido dentro da norma técnica tanto federal, conforme pode ser consultado no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, como no Plano Estadual.

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