RN deve receber primeiras doses de vacina até 31 de janeiro, diz governo


O Rio Grande do Norte deve receber as doses para a aplicação da primeira fase da vacinação contra Covid-19 até 31 de janeiro. Em reunião nesta sexta-feira, 8, na Escola de Governo, a governadora Fátima Bezerra destacou que serão 714 salas de vacinação espalhadas pelo estado. Fátima disse ainda que a aplicação da vacina começa 72 horas após a chegada das doses. O governo destacou que a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) já está preparada para a vacinação, adquirindo seringas para aplicação da vacina e organizando o estoque já existente e com todo o espaço estrutural de armazenamento do insumo preparado. O Ministério da Saúde assinou o contrato na noite desta quinta feira, 7, de 46 milhões de doses da vacina Coronavac do Butantã, sendo 8 milhões ainda na primeira fase da vacinação. Atualmente, o Rio Grande do Norte possui em estoque 900 mil seringas em estoque e estão em fase de aquisição mais dois milhões destinadas especificamente à vacinação contra Covid-19. Sendo que as que o Estado possui estoque serão usadas na primeira fase da vacinação e o restante nas outras fases. Quanto às câmaras frias o estado conta com um ultra freezer, sete câmaras frias de mil litros, além de 18 câmaras frias de 1000l (três para cada regional); NoCentro de Referência em Imunobiológicos Especiais são duas câmaras frias de mil litros, uma câmara fria de 340 a 400 litros, além de 28 Câmaras frias de 340 a 400 litros distribuídas em quatro municípios (quatro em SGA, quatro em Parnamirim, oito em Mossoró e 12 em Natal); possui ainda oito câmaras frias de mil litros: duas para cada município descrito anteriormente. Em parceria com a UFRN, são sete ultrafreezer para armazenamento das vacinas. Na reunião, o secretário Estadual de Saúde, Cipriano Maia, destacou que o Estado depende da autorização da Anvisa para organizar o cronograma, porém já existem as fases estabelecidas. Para a primeira fase no RN, está prevista a aplicação de 239.636 doses da vacina, sendo 79.638 em profissionais de saúde, 13.3621 em idosos com 75 anos ou mais, 2000 doses para idosos institucionalizados, 2.447 em indígenas e 18.310 para os quilombolas. Também estão nos grupos prioritários: população em situação de rua, pessoas com comorbidades (como diabetes mellitus; hipertensão arterial grave – difícil controle ou com lesão de órgão alvo; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cérebro vasculares), trabalhadores da educação, pessoas com deficiência permanente severa, membros das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema de privação de liberdade, trabalhadores do transporte coletivo, transportadores rodoviários de carga, população privada de liberdade. O Estado ressaltou que a vacinação é de responsabilidade municipal, neste sentido o governo vem dando o devido suporte para que os municípios consigam operacionalizar a vacinação Ações de mitigação Foram investidos até o momento mais de R$ 201 milhões no enfrentamento a pandemia, entre financiamento e cofinanciamento para a estruturação de leitos de mais de 600 leitos críticos e clínicos em todas as regiões de saúde. Também foram investidos R$ 54,7milhões em contratação de pessoal, entre temporários, e concursados que foram convocados, somando mais de 3.200 profissionais novos que atuam na linha de frente; R$ 72,1 milhões em insumos e reforma de unidades hospitalares, que terão pós pandemia importantelegado comserviços qualificadospara atendimentoas demandas de saúde. Somado a isso, o RN é um dos estados que mais ampliou a política de testagem, com oferta de testes rápidos, sorológicos e RT-PCR a todos os municípios, equivalendo a mais de 350 mil pessoas já testadas. Também está entre os mais bem avaliados no tocante à transparência. A parceria com a UFRN através do LAIS do Regula RN que possibilita em tempo real o monitoramento da situação de leitos do estado é um diferencial em todo o país. Inquérito Sorológico Outro ponto abordado durante a reunião foi o inquérito sorológico que tem início nesta sexta-feira, 8, em todo o Estado e tem como objetivo mapear o comportamento da doença no RN. A Secretaria de Estado de Saúde Pública em parceria com o Instituto Amostragem do estado do Piauí tem como meta a elaboração de 24 mil entrevistas e exames. A pesquisa acontece em três etapas com intervalo de uma semana entre elas, sendo 2.300 domicílios aproximadamente em cada etapa. O inquérito tem o apoio do Comitê Científico instaurado desde o início da pandemia com pesquisadores da UFRN e do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

 

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