Sem vacina ou isolamento, pico da 2ª onda da pandemia será mais grave que o primeiro no RN, diz estudo

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A segunda onda de contágio da Covid-19 no Rio Grande do Norte poderá ser mais grave que a primeira, com pico de casos e óbitos previsto para o período entre 15 de janeiro e março de 2021. É o que aponta um estudo encabeçado por José Dias do Nascimento, pesquisador e professor do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O artigo será encaminhado ao Comitê Científico de Combate ao Coronavírus do Nordeste. “Analisando os estados do Nordeste, alguns já têm uma impressão digital muito formada da segunda onda e o Rio Grande do Norte é um deles. Isso acontece porque as pessoas suscetíveis que ficaram isoladas começaram a sair de uma hora pra outra, o que foi uma estratégia muito errada. Por exemplo, no RN nós tivemos a abertura das escolas privadas na mesma quinzena de início das campanhas políticas, então isso foi uma combinação vigorosa para o recontágio maciço”, detalha o pesquisador. Para evitar uma nova onda grave de infecções, hospitalizações e óbitos no Rio Grande do Norte que está em risco pandêmico alto, o pesquisador acredita que a situação pode ser contida com a chegada da vacina na metade de janeiro ou com a melhoria dos índices de isolamento no estado. Segundo Dias, sem vacina e sem quebra da rede de contágio, a pandemia pode chegar até maio de 2021. “Isso pode ser modificado de duas formas. A pandemia só acaba quando 90% da população for contagiada ou quando a vacina for aplicada. Esses são os dois finais possíveis. Se a vacina ocorrer até meados de janeiro e for eficaz, a gente consegue frear essa segunda onda. Senão, com esses níveis de aglomerações que estamos registrando hoje nós teremos uma segunda onda exatamente como estamos projetando”, afirma José Dias do Nascimento. Além das campanhas políticas e do retorno às aulas presenciais nas escolas particulares, outro evento deve se somar aos principais causadores do novo momento da pandemia no Rio Grande do Norte: as festas de fim de ano, onde as pessoas tradicionalmente viajam para encontrar familiares em confraternizações.

 

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