sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Rio Grande do Norte tem o menor registro de área com seca desde 2014

A última atualização do Monitor de Secas aponta que no Rio Grande do Norte, as chuvas observadas em julho foram dentro ou acima da média, principalmente na porção leste. O histórico de precipitações acima da média nos últimos meses explica a extinção da área de seca fraca que atuava em parte do centro e Agreste Potiguar. Entre junho e julho, o estado teve um aumento significativo da área sem seca, que saltou de 73,23% para 96,87% do território. Esta é a melhor situação do Rio Grande do Norte desde o início do Monitor de Secas em julho de 2014.
Sete estados registraram aumento das áreas com seca em relação a junho, devido às chuvas do último mês: Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Em outros quatro estados, o fenômeno teve redução: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. No Distrito Federal, Ceará, Goiás e Sergipe a parcela do território com o fenômeno se manteve estável. Em termos de severidade, a seca não registrou mudanças significativas entre junho e julho nas 16 unidades da Federação monitoradas.
Além disso, Mato Grosso do Sul passa a integrar o Monitor de Secas a partir deste mês, o que dá ao estado melhores condições para se preparar para a mitigação dos impactos da seca e antecipar ações de resposta. De acordo com o Mapa do Monitor de julho, Mato Grosso do Sul registra seca em todo seu território com os graus moderado (51,28%), grave (47,44%) e extremo (1,28%), sendo o único estado a ter o fenômeno em todo seu território em julho. O percentual da área com severidade grave do fenômeno no estado é a maior entre as unidades da Federação presentes no Monitor.

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