quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Polícia Civil prende PM suspeito por envolvimento no homicídio do jovem Gabriel

Policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (19), a Operação “Romanos 12:19”, com o objetivo de cumprir mandado de prisão temporária e mandados de busca e apreensão em desfavor de investigado pelo crime de homicídio que vitimou o jovem Giovani Gabriel de Souza Gomes. As diligências resultaram na prisão de um policial militar e na apreensão de uma viatura da Polícia Militar; ele foi preso no local de trabalho.

Giovani Gabriel foi visto pela última vez na manhã do dia 5 de junho deste ano, quando saiu de casa no bairro Guarapes, em Natal, para ir de bicicleta à casa da namorada em Parnamirim. Na semana seguinte ao desaparecimento, os policiais civis chegaram a encontrar suas sandálias e a bicicleta em uma área de vegetação em Parnamirim, próxima à casa da namorada. 

O corpo do jovem Gabriel foi encontrado no dia 14 de junho, em uma região de mata na comunidade Pau Brasil, em São José de Mipibu - a 30 km de Natal e a 20 km de Parnamirim. A perícia inicial apontou marca de tiro e braços atados.
De acordo com as investigações, o crime de homicídio ocorreu logo após o jovem Gabriel ser confundido com um suspeito da prática de um crime de roubo de um veículo, no bairro de Emaús, no município de Parnamirim. De acordo com o delegado Márcio Lemos, um dos envolvidos no roubo era muito parecido fisicamente com a vítima do homicídio, o jovem Gabriel.  
“O crime de roubo, segundo as investigações, teria sido muito violento. Um dos suspeitos teria apontado uma arma de fogo para a cabeça de uma criança de um ano”, destacou o delegado. Ainda segundo ele, um dos familiares das vítimas do crime de roubo era um policial militar, que, está sendo investigado por possível envolvimento no caso. 
Segundo o coronel do Comando do Policiamento do Interior, Castelo Branco, o processo interno de investigação (no âmbito da Polícia Militar) está ocorrendo de forma célere para que os devidos responsáveis sejam punidos, caso seja comprovada a autoria e materialidade da prática do crime que vitimou o jovem Gabriel. O policial militar, que possuía mandado de prisão temporária em seu desfavor, está preso no quartel da PM, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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