quinta-feira, 9 de julho de 2020

Aeronave cai na região do aeroporto Campo de Marte, em SP

Por G1 SP — Um avião de pequeno porte caiu na região do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, no final da tarde desta quarta-feira (8).
Um motorista que passava próximo ao acidente presenciou a explosão e gravou um vídeo. O avião caiu na Avenida Braz Leme, na altura do número 1.300, entre as ruas Santo Anselmo e Tibães, em Santana. Segundo informações iniciais dos Bombeiros, o piloto morreu carbonizado.
No momento do acidente, por volta das 18h, muitas pessoas caminhavam e pedalavam no canteiro central da avenida. Após a queda, o avião pegou fogo.
Em nota, a Infraero lamentou o acidente e disse que “os bombeiros do aeroporto foram acionados às 18h14 para prestar os primeiros atendimentos à aeronave”. Segundo a estatal, o avião, um bimotor de modelo BE-58, prefixo PR-OFI, vinha de Ubatuba e, ao tentar fazer o pouso, apresentou problemas e acabou caindo na avenida Braz Leme.
De acordo com uma equipe do Corpo de Bombeiros, o piloto tentou um pouso de emergência por causa de pane no motor. Sete viaturas dos Bombeiros foram enviadas para o local. O incêndio foi controlado por volta das 18h40.
Em nota, a Aeronáutica disse que vai apurar as prováveis causas do acidente pelo Seripa IV, órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), e elaborar relatório para “prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram”. Já a Polícia Civil de São Paulo deve investigar as causas e eventuais responsáveis.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que, de acordo com consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave acidentada estava com a documentação válida. O avião não possuía registro para operar táxi aéreo.
Um engenheiro civil presenciou a explosão, que ocorreu na pista sentido bairro.”Eu estava dirigindo pela Braz Leme, estava a uns 50 metros do avião quando eu ouvi uma explosão e aí vi uma bola pegando fogo. Quando cheguei mais perto explodiu um pouco mais”, conta o engenheiro civil Fausto Batista.
Ele chegou a parar o carro e desceu do veículo para tentar ajudar, mas não conseguiu chegar perto da aeronave. “Eu consegui ver um corpo, mas não tinha como chegar perto. Estava pegando fogo ainda e estava muito quente perto. Eu só não entendi se estava decolando ou chegando porque o muro do aeroporto parecia que não foi abalado. Eu parei pra tentar ajudar mesmo, mas não dava”, relata.

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