quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Em cinco anos, dados mostram redução de mortes no RN em janeiro

O mês de janeiro de 2019 foi o menos violento dos últimos cinco anos no Rio Grande do Norte, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). Entre os dias 1º e 30 de janeiro deste ano, foram registradas 123 mortes. Em 2014, no mesmo período de tempo, a contagem foi de 132 assassinatos.

Apesar da redução do número de mortes, os dados estatísticos apontaram alteração na dinâmica das mortes em todo o território potiguar. Em 2019, as mortes violentas da Região Metropolitana foram menores que nas demais regiões do Rio Grande do Norte. Enquanto que Natal e municípios circunvizinhos contabilizaram 53 mortes, as cidades do interior do Estado somaram 70 casos.

De acordo com os dados apresentados pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), órgão ligado à Sesed, houve uma redução em diversos índices criminais em todo o Estado. Além das chamadas Condutas Violentas Intencionais (CVLIs), que congregam homicídios, latrocínios e entre outros crimes violentos seguidos de morte, os números apresentam queda nos casos de crimes contra o patrimônio.

Em relação ao mês de janeiro de 2018, a estatística apontou redução de 33,59% nos casos de roubo e de 19,9% nos furtos qualificados. Além disso, houve uma redução de 28,4% nos roubos de veículos. Foram roubados, em janeiro de 2018, 649 veículos. Em contrapartida, no primeiro mês deste ano, o número foi de 465 veículos. A Sesed contabilizou, ainda, a recuperação de 325 veículos.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, 31, durante coletiva de imprensa, com a presença do secretário estadual adjunto de segurança, Osmir de Oliveira Monte, os comandantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do RN, coronéis Alarico Azevedo e Luiz Monteiro, além da delegada geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva.

Segundo o secretário adjunto, o aumento das mortes em municípios do interior decorre de uma ausência dos aparelhos de segurança pública nestas áreas do Estado. “Eu acredito que em parte, sim. Até porque a instituição, o sistema público de segurança, ainda não está de forma efetiva nestas regiões. Esta melhoria dos números só vai acontecer com o aumento do efetivo, a partir da realização de concursos. O déficit de agentes da Polícia Civil é de 30%; e a Polícia Militar tem déficit de 7 mil homens”, relata.

Ainda de acordo com Osmir de Oliveira, para suprir a carência de efetivo, a pasta está investindo em diárias operacionais, para garantir uma maior presença de policiais civis e militares. “Estamos trabalhando com diárias operacionais para superar esta questão. A governadora garantiu que os recursos para manter os policiais nas ruas estão assegurados. Todos os policiais vão receber os recursos. Foram investidos R$ 1 milhão na Polícia Militar e outros R$ 400 mil na Polícia Civil”, afirma.

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