terça-feira, 1 de maio de 2018

Obesidade infantil: como ela se desenvolve e o que fazer para evitá-la

Obesidade infantil: como ela se desenvolve e o que fazer para evitá-la
A ABESO (associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica) publicou em sua revista de março-abril um artigo sobre obesidade infantil, escrito pela pediatra Denise Lellis. Segundo a OMS e o UNICEF, em 2014 o número de crianças menores de cinco anos com excesso de peso no mundo pulou de 31 milhões em 1990 para 42 milhões em 2014, com estimativa de atingir 72 milhões em 2025.
Há maior prevalência de excesso de peso em crianças e adolescentes em países desenvolvidos, entretanto o aumento é 30% maior em países em desenvolvimento. Sabe-se que 60 a 80% das variações de composição corporal podem ser determinadas pela genética e que existem mais de 300 genes envolvidos no controle de peso. Entretanto, somente em raras situações, a predisposição genética leva à obesidade na ausência de ambiente obesogênico. Lembrando que a obesidade na infância está fortemente relacionada ao excesso de peso na vida adulta.

Período Gestacional – importância do pré-natal

Inúmeras evidências confirmam a relação entre o aumento do IMC materno, ganho excessivo de peso durante a gestação, má alimentação materna e a diabetes gestacional com maior risco de obesidade infantil.

Aleitamento materno

O ato de amamentar e o tempo de amamentação exclusiva é inversamente relacionada a altas taxas de ganho de peso durante a infância e ao risco de obesidade em pré-escolares. O ganho de peso rápido nos primeiros meses de vida está associado ao maior risco de obesidade infantil. E este ganho excessivo pode estar associado à introdução precoce de alimentos complementares. A OMS preconiza a introdução de alimentos complementares a partir de seis meses de idade.

Preocupação com a quantidade e qualidade dos alimentos

Crianças que têm maior acesso e consumo de frutas e vegetais apresentam composição corporal mais saudável. Inúmeras evidências correlacionam o consumo de sucos e bebidas açucaradas com excesso de peso infantil. É desaconselhado a introdução de suco natural para bebês até um ano. Dê preferência à fruta in natura. Limitar o consumo de bebida açucarada e até suco de fruta natural na adolescência.

Práticas inadequadas dos pais

Desatenção dos pais quanto aos sinais de fome e saciedade tem sido relacionado à superalimentação infantil e excesso de peso em bebês e crianças. Usar a mamadeira para acalmar o bebê, oferecer comida como recompensa ou punição, ou a restrição excessiva para perda de peso podem ter efeito negativo levando à obesidade e comportamento alimentar inadequado. Alimentação é 100% comportamento.

Sedentarismo e excesso de “telas”

O Consenso da Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças de dois anos ou menos não sejam expostas a telas e que crianças com mais de dois anos não devem ser expostas por mais de uma a duas horas ao dia. Pesquisas mostram que aos três meses de idade aproximadamente 40% dos bebês assistem regularmente a vídeos, DVDs ou televisão e que 90% das crianças menores de dois anos assistem à televisão diariamente. O tempo de tela está associado ao excesso de peso, obesidade e à adiposidade em crianças pequenas e pré-escolares.
A academia Americana de Pediatria recomenda 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa para prevenir a obesidade, adequadas à faixa etária e preferência da criança.

Importância do sono

Estudos sugerem que dormir pouco está associado à obesidade infantil. Crianças que dormem pouco podem ter menos disposição para a prática esportiva.

Importância em fazer refeições em família

Crianças que fazem refeições regularmente em família têm menor riscos de sobrepeso e obesidade. Crianças que comem fora de casa frequentemente consomem mais fast foods e alimentos ricos em gordura, açúcar e sal.


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