quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Em tempos de crise, São Gonçalo é quase uma ilha de prosperidade no RN

Em tempos de crise, São Gonçalo é quase uma ilha de prosperidade no RN
Na contramão do que acontece hoje em muitos municípios do país – onde o atraso na conclusão de obras, salários de servidores e pagamento de fornecedores virou rotina -, São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal, é quase uma ilha de prosperidade.
Com números considerados baixos dos chamados crimes patrimoniais, o município que acalentou por mais de uma década a chegada de seu aeroporto.
Iniciado pela pista de 60 metros de largura, própria para receber um A 380, o maior cargueiro do planeta, o projeto do aeroporto internacional venceu dúzias de processos de desapropriação e idas e vindas até sua inauguração, em junho de 2014.
Com a pista de 3 mil metros construída pelo Exército Brasileiro, a cidade de São Gonçalo bateu o recorde de licenciamentos de novas obras nos anos que antecederam o funcionamento do terminal.

O preços das propriedades próximas dispararam, mas depois de um arrefecimento do entusiasmo inicial, o município engrenou passos seguros para a situação em que se encontra neste momento.
Com empresas importantes se instalando ali quase todos os anos, o município administrado pelo prefeito Paulo Emídio, o Paulinho, aliado do ex-prefeito Jaime Calado, mostrou que a estabilidade política por três mandatos consecutivos vale ouro no Rio Grande do Norte.
Jaime foi eleito por duas vezes e Paulinho, ao que parece, vai pelo mesmo caminho. Seu mantra: “Corram atrás de investimentos”. É o que ele costuma dizer para seus secretários.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Fernando Fernandes, há uma predisposição natural de São Gonçalo para o progresso que se experimenta ali nos últimos anos.
A proximidade com a Zona Norte, com mais de 350 mil habitantes e um crescimento econômico vigoroso, e de municípios como Ielmo Marinho, Ceará-Mirim e Macaíba, todos atraídos pelo aeroporto, são fatores relevantes.
No segundo semestre do ano passado, uma aquisição importante para o município foi a chegada Stockfrios, abrindo vagas de empregos para 200 pessoas. Dessas, graças a interveniência da prefeitura, 180 selecionados saíram da cidade.
A partir deste ano, segundo Fernando Fernandes, os planos serão ainda mais ambiciosos. O município adquiriu 50 hectares para transformá-los em outro distrito industrial e está conversando com a Inframerica, administradora do aeroporto, para ocupar uma área de 1.500 m² do terminal com instalação de empresas que se beneficiem do modal aéreo para os seus produtos.
“Para fazer o dever de casa – garante Fernandes -, conseguimos diminuir o tempo médio dos licenciamentos para 60 dias”.
Isso ajudou a trazer outro empreendimento para o município, o Natal Moda Outlet – centro comercial voltado para moda, consumo, negócios, gastronomia serviços e lazer, do empresário paulista Ricardo Rocha, com previsão imediata de 25 lojas no mall. O lançamento da primeira fase está prevista para o primeiro semestre deste ano.

VIA AGORA RN

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