sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Febre amarela: é preocupante, mas não há motivo para pânico

Febre amarela: é preocupante, mas não há motivo para pânico
Especialista afirma que apesar das ocorrências, a população precisa estar mais atenta à Saúde Pública que sofre com cortes de investimentos e uma epidemia no país nesta situação seria alarmante.
O surgimento de casos de febre amarela em algumas regiões do país, fez a população ligar o sinal de alerta para a vacinação. Mas é necessário um ponderamento para evitar um caos, como explica o médico infectologista, Alexandre Motta. “Não há motivo para pânico, mas não podemos deixar de lembrar dos cortes aprovados na Saúde Pública”.
De acordo com Alexandre, a febre amarela era uma doença que já estava erradicada no Brasil e apenas havia ocorrência em áreas silvestres como Amazônia e regiões do Centro Oeste. Pessoas que precisavam viajar para essas localidades precisavam ser vacinadas. O que chama atenção agora é que a doença se aproximou de cidades e grandes centros urbanos como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. “Nós estamos praticamente voltando ao século 20. Nós conseguimos erradicar a febre amarela em 1930 com as campanhas de vacinação de Oswaldo Cruz”.
Ele explica que o surto está acontecendo nas periferias. “Vale destacar que nas regiões silvestres como Amazônia o mosquito transmissor é outro. Nas cidades, quem transmite é o mosquito aedes agypti, o mesmo que transmite a dengue, a chikungunya e a zica”. Porém, a febre amarela é uma doença potencialmente muito grave. Enquanto doenças como dengue tem 3% de gravidade, a febre amarela tem 30% podendo chegar a 50% de casos graves.

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